A Balada do Amor Inabalável ll


Terça-feira , 03 de Outubro de 2006


## Pessoas Mais do Que Bonitas ##

"Adeus também foi feito pra se dizer", já disseram. Às pessoas - especialmente às bonitas - jamais. Mas aos momentos, às circunstâncias, ao que já fomos. Quem sabe até à Balada. Chega a doer, não mais assinar como Bia da Balada Inabalável, pois já não sei onde termina ela e onde começo eu, e vice-versa. Me parece que é hora, porém.

Espero, do fundo da alma, poder contar com a sua esperadíssima presença na casa nova, daqui pra frente: http://miysu.blogspot.com . Este ninho permanece no ar e sempre, sempre, dentro de mim junto com as palavras absurdamente carinhosas que sempre me foram deixadas.

Nos vemos lá?

"O poderoso jogo continua, e eu posso contribuir com um verso."  

Escrito por Bia às 06h40 PM
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Sexta-feira , 29 de Setembro de 2006


O Chamado

 
Chega sempre o dia em que só se pode acreditar.
Mais e melhor do que antes, acreditar.
O mundo de carne, osso e pedra não oferece motivos,
nem dá respaldo.
O dia só caminha, a vida só anda
na base da confiança.
Confiar no invisível, confiar no sentimento batido no peito
que traz inconformismo à tona.  
Confiar em tudo de alma que transborda pelos olhos,
mesmo que, pra isso
eu tenha que morrer um pouco
enquanto a dose de confiança perfura a veia
e se espalha na corrente, sem saber o que pode acontecer
quando ela atingir o coração.
De olhos fechados para o mundo onde fui colocada
- que me dá o pão, o irmão, a possibilidade -
o que quero enxergar está além.
N'algum lugar onde não chega a explicação,
onde não se aceita a justificativa.
Tamanha força de outro plano, de outra vivência
me quer lá, onde o sonho acontece agora
e o (meu) mundo se curva, meu. 

Escrito por Bia às 12h06 AM
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Domingo , 24 de Setembro de 2006


Lembrete Kamicase

A coragem de dar passos errados, como já li em algum lugar. Mais ainda, a coragem de não repetir os mesmos erros diante das situações que se repetem, de não se esquecer do que já se passou - e se esquecer. De ter forte e claro a importância das pessoas e a desimportância das pessoas erradas. Não confundir bom senso com covardia também ajuda no percurso - é natural acreditar que se está abrindo mão de um caminho porque estaria fadado ao fracasso e este discernimento pode facilmente estar encoberto por aquele aviso constante que carregamos na mente com todas as razões pelas quais uma situação nunca se desenvolveria da maneira que se espera. E o que é o esperado, senão uma repetição estéril de um 'eu' que lutamos para abandonar??? E o que é a dor de uma decepção inesperada senão um caminho novo ao qual nos abrimos, existindo como única opção de qualquer avanço??? O que é, então, o medo? Seja dos passos errados - que desconhecemos e pelos quais nos apavoramos histericamente - seja dos passos certos - que podem apenas ser o bis de uma mesma coisa in disguise, porque assim nos sentimos seguros diante de uma escolha pela qual já passamos, ainda que nunca a tenhamos ultrapassado. Assim a roda gira e a ciranda se repete. E o que fazer quando entre as opções estão abandonar o delírio, jogar-se cegamente e encontrar dentro de si a tortuosa e incômoda saída alternativa? 

De verdade, situações semelhantes se sucedem nas vidas. Não somos os mesmos, porém, quando chegam estes ventos do ontem camuflados de novidade. Ou seriam brisas do futuro encarnadas nos medos enganadores que vendam os olhos para o acreditar que tudo possa ser diferente?  Será que importa mesmo saber? É que, o querer saber em si, já se parece com uma auto-sabotagem. Afinal, se a proposta é ser outro e viver o novo, esta investigação já veste o inédito daquela velha opinião formada sobre tudo - enraizada no mais fundo da parca idéia do ser. "Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou."  Ter como objetivo a pobreza de, de antemão,  conhecer o fim da estrada e ainda descaradamente, a este chamar de amadurecimento. Olhando assim, parece que o único e real amadurecimento é nunca permitir que tudo o que já foi supostamente aprendido, responda à próxima dúvida  que surgir. A mente sempre vai enganar e fazer acreditar que conhece, que sabe melhor, que pode antecipar o que vai acontecer. Então, mais uma vez, o ciclo de ser de novo o mesmo, se repete e alguma coisa em algum lugar abafado fora da mente, suspira resignado: "- Será que deveria ser assim?". Os suspiros abafados se sucedem tanto quanto as mesmas-novas situações e enquanto isso, quem sou eu, aquele que decide qual a melhor maneira de escrever o futuro? Sou aquele mesmo, a quem já conheço? Sou o que se lança sem olhar aonde? Sou o que busca o que ainda está por ser ultrapassado? Não sei. Este talvez seja um bom ponto de partida.  

# Cada comentário aqui, me traz uma dose de carinho que verdadeiramente, não pode ser medida. "O Deus que há em mim, saúda o Deus que há em você". #

Escrito por Bia às 04h57 PM
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Segunda-feira , 04 de Setembro de 2006


O parto das emoções sem nome

É como se eu soubesse do que desconheço,

Como se sentisse todos os tempos

e as curvas dos ventos do norte e do sul.

São dias breves que me acometem

enquanto leio o jornal ou lavo uma maçã.

É como se eu ouvisse todas as músicas

que soassem juntas ( e uma a uma )

nos meus ouvidos e alma.

É como se chovesse e cada raio de sol esquentasse

nas cidades, praias e colinas

Como se eu fosse a última e única

e fosse todas, sendo a primeira.

Os barulhos do mundo, e os meus. Eu grande e pequena, na chegada e no adeus.

Escrito por Bia às 11h33 PM
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BRASIL, Sudeste, PIRACICABA, Mulher, de 26 a 35 anos, Música, Arte e cultura, #Olhos e palavras que dizem a alma# Sentir e Seguir #